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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Analogias: Relacionamentos e gatos...
Deitada na cama e chega meu gatinho querendo carinho, mordendo, com aquele pelo macio irresistível... Mas eu sempre soube que gatos não são tão leais como os cães. Eles nos procuram quando estão com fome, sede, ou um pouco carentes. Mas passa logo, quando você está carente e os chama eles raramente vão deixar o sono, a bola de lã ou qualquer outra coisa que estejam fazendo para te dar atenção... Diante de tudo isso comecei a associar certos relacionamentos com as atitudes dos gatos... Quando você decide fazer carinho no gato, faz por gostar dele, por querer aquela sensação de pelo fofo na mão, aquelas mordidas que fazem cócegas, mesmo sabendo que não vai ter todo o retorno que gostaria..Você gasta o seu tempo com ele sabendo das consequências, sabendo que não pode cobrar nada. Com os relacionamentos devia ser assim, gastar nosso tempo na companhia de alguém, simplesmente por gostar da pessoa, pelo fato da companhia ser agradável... Não devíamos cobrar que as pessoas sintam o mesmo por nós...Devíamos ter em mente que ninguém é obrigado a suprir nossas carências ou nossas expectativas... É uma pena que isso seja tão difícil de ser feito... Mas não é impossível...E se não conseguirmos, podemos pelo menos tentar perdoar a essas pessoas que nos decepcionam por não saberem o que queremos e terem a obrigação de realizar mesmo assim...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Analogias: Caminhar e seguir em frente.

Eu ia colocar o título " Caminhar e esquecer", mas não seria muito fiel a verdade. Para esquecermos algo completamente só com uma amnésia. Até porque somos resultado de tudo que vivemos, e independente de boas ou más, são nossas escolhas e experiências que nos trouxeram onde estamos hoje. E como involução é antinatural, com certeza estamos melhores do que o que já fomos.
Na verdade, eu quero falar sobre seguir em frente, sobre continuar a vida e tentar ficar bem quando se imagina ser meio impossível, quando se acredita que nunca vai esquecer algo ou alguém. É uma questão muito pessoal, e cada um supera do jeito que consegue, alguns nem superam e passam a vida sem conseguirem (ou tentarem) se imaginar felizes de novo...Aff, muito dramático esse negócio...Vamos a parte prática...rsrsrs
Minha experiencia tem mostrado o seguinte: Para uma pessoa preguiçosa, sedentária, sem condicionamento físico começar a mudar os hábitos de vida, iniciando atividades físicas é um pouco difícil. Ela vai precisar de força de vontade, orientações, incentivos, e blá blá blá. E mesmo tendo tudo isso, ainda vai depender exclusivamente dela. No primeiro dia ela talvez não aguente muito, pela falta de costume, e precisa começar aos poucos mesmo, definir uma meta, algo que não exija muito, ir voltar, não inventar de correr no primeiro dia, ter se alongado antes e se alongar depois. Chegar em casa e tomar um bom banho.
No dia seguinte, se ela vai de novo, e assim sucessivamente, até se acostumar, e poder ir aumentando a distância, depois a velocidades, com um bom tempo já pode até estar em condições de correr, quem sabe. Mas, se nos primeiros dias, a criatura achou que podia começar logo correndo, andando muito, ou muito rápido, provavelmente o dia seguinte já será cancelado. Os músculos não estavam preparado pra um esforço exagerado, vão estar doloridos, talvez pela semana quase toda.
Também haverão dias em que a preguiça vai bater forte, aquele sofá vai estar tão gostoso que levantar, trocar de roupa e calçar um tênis já será um esforço extremo. Se o céu tá um pouquinho diferente já serve como desculpa, e assim vai. Mas se a pessoa vence tudo isso e sai de casa, já é um passo gingante, e mesmo q o começo da caminhada seja terrível, na volta a gente percebe que o corpo só precisava esquentar um pouco...
E o que isso tem a ver com seguir em frente? Bom, pegando como exemplo, tentar esquecer algum relacionamento e tocar a vida em frente. É o seguinte. Dia após dia, a gente trava uma luta interna, pra não ligar, pra não mandar sms ou email, pra não discutir relacionamentos falidos. E é uma luta que precisamos vencer todo dia. Também é preciso, ter coragem pra sair de casa e conhecer pessoas e situações novas. E se fizermos isso em exagero? Se naquela fase "porra louca" pós fim de namoro saírmos apressados tentando esquecer alguém a força, ficar com outras pessoas só pro ficar, beber, exagerar em tudo, é bem simples, voltaremos pra casa e sentiremos algo como câimbras emocionais, vazio, solidão, arrependimento, e mais saudade do que tínhamos.
E é mais ou menos isso...deu preguiça de tentar explicar melhor meu raciocínio...Talvez tudo se resuma a criara forças todos os dias e ir aos poucos aumentando a distância e a velocidade com que se segue em frente.. =)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Analogias #1 Machucados e lembranças
Camões disse que o amor é uma ferida que dói e não se sente. Isso é verdade, mas só até que ele precise acabar.
Esses dias cortei o dedo tentando fazer algo de útil na cozinha, aqueles cortezinhos pequenos que nem merecem muita atenção, mas que doem pra caramba. Lavei e apertei um pouco até parar de sangrar e de doer, mas continuava doendo, ardendo, incomodando. Pensei que deveria esquecer o pequeno corte, que ignorar era a melhor atitude, porque ele iria sarar logo. Algum tempo depois a dor passou, nem lembrava mais do corte, mas logo percebi que não é tão simples assim. Ao lavar as mãos, ao dirigir, aos escrever, e entre outras coisas que fazem parte do meu cotidiano me fizeram sentir que não tava curado, que ainda doia, e principalmente que eu deveria ter uma cuidado maior...
E com tudo isso comecei a pensar, nossos corações partidos, nossos amores acabados, enfim, nossas dores emocionais, são bem parecidas com um machucado físico, ou pelo menos se comporta de um jeito bem similar. Assim que acontece sentimos a dor intensamente, tentamos fazer parar de sangrar e doer de imediato, mas percebemos que vai precisar de um tempinho para curar, então decidimos sentir a dor, reclamar, mostrar pra quem aparece o quanto estamos machucados (e para os outros muitas vezes parece besteira, "É só um cortezinho, não dê tanta importância, vai passar logo". E realmente, considerando a vida, o mundo, o universo, é algo minúsculo, sem importância, mas apenas quem está sentindo sabe o quanto dói.
Algum tempo depois quando passa a fase aguda de pior dor, comecemos a pensar que o melhor é ignorar e continuar nossas atividades normais, seguir em frente, vai cicatrizar com certeza. E aí vamos nós tentando voltar ao normal, seguir a vida, criar novos objetivos, metas, ir em frente. Mas, infelizmente, muitas coisas vão encostar naquele machucadinho e te lembrar que ele ainda existe. Coisas simples, do nosso dia-a-dia, como estar dirigindo e passar aquela música no rádio que era a trilha sonora dos dois. Ou menos que seja uma música nova, mas com a letra que conta a história de vocês. Aquele lugar onde vocês sempre iam comer juntos e adoravam. O filme preferido dele. Aquele horário do dia que era destinado à longa conversa por celular. Até mesmo quando alguém faz uma reclamação que ele sempre fazia. E ainda tem as piores coisas. As datas comemorativas, o aniversário, em que você sempre queria ser a 1ª a ligar. Os natais e Reveillons, que vocês faziam o possível pra passarem juntos, nem que fosse por telefone ou MSN, mesmo que precisasse sair à meia noite no meio do mato procurando sinal no celular para poder ligar à meia noite em ponto.
E existem muito mais coisas que nos fazem sentir aquela dorzinha novamente. Mas, semelhante ao machucado físico também precisamos ter um cuidado maior. Em questões emocionais, sabe-se que tentar esquecer é lembrar ainda mais, porém, o tempo faz as feridas cicatrizarem se não mexermos nelas com muita frequencia. E podemos nos perguntar " A cicatriz vai ficar para sempre não é?". A resposta é sim, a cicatriz vai ficar para sempre, mas ela não vai mais doer. E principalmente, faz parte da sua história, e mostra que você aprendeu e superou muita coisa.
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