quarta-feira, 18 de julho de 2012

Incoerência

"Quando a gente tem um animalzinho ou uma planta que precisa se desfazer por algum motivo sempre escolhemos alguém responsável, carinhoso e disposto a cuidar bem deles. Quanta incoerência não fazermos isso com nosso coração. "

sábado, 2 de junho de 2012

Sobre elogios e o quanto eles me irritam!!!

Tava pensando aqui, naquelas pessoas que te elogiam, te acham ótimo, bonito, inteligente, com bom senso, caridoso e com um bom futuro. Elas me irritam, na verdade os elogios me irritam, elogios inseguros, incertos, aqueles que só te analisam nos seus melhores momentos! A intenção pode ser a melhor do mundo, mas não é válida.
Sabe o que é válido para mim? As opiniões daquelas pessoas que já me agüentaram de mal humor, de TPM, em crise existencial, despeitada com algo e criticando tudo, de porre após uma decepção e em várias outras situações nas quais eu não era nenhum exemplo a ser seguido! Só para exemplificar, as vezes em que eu mais acreditei na frase Eu te amo, foi justamente nas situações em que eu achava que a pessoa nunca mais olharia na minha cara, ou iria perder o controle e me dar uns tapas.
Hoje em dia não me iludo mais com palavras bonitas e elogios inconsistentes. Na verdade elogios são um peso para mim. O que me encanta e atrai atualmente são aquelas relações em que as pessoas dizem "Você é muito chata, ou ciumenta, ou dramática, ou preguiçosa, ou reclamona...", enfim existem vários adjetivos que podem ser usados, mas o que importa é que mesmo conhecendo os defeitos, as pessoas te queiram por perto, te respeitem e amem apesar dos pesares...
É mais ou menos como aquela frase da Marilyn Monroe, "Quem não agüenta meu pior não merece o meu melhor!"

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Analogias: Relacionamentos e gatos...

Deitada na cama e chega meu gatinho querendo carinho, mordendo, com aquele pelo macio irresistível... Mas eu sempre soube que gatos não são tão leais como os cães. Eles nos procuram quando estão com fome, sede, ou um pouco carentes. Mas passa logo, quando você está carente e os chama eles raramente vão deixar o sono, a bola de lã ou qualquer outra coisa que estejam fazendo  para te dar atenção... Diante de tudo isso comecei a associar certos relacionamentos com as atitudes dos gatos... Quando você decide fazer carinho no gato, faz por gostar dele, por querer aquela sensação de pelo fofo na mão, aquelas mordidas que fazem cócegas, mesmo sabendo que não vai ter todo o retorno que gostaria..Você gasta o seu tempo com ele sabendo das consequências, sabendo que não pode cobrar nada.  Com os relacionamentos devia ser assim, gastar nosso tempo na companhia de alguém, simplesmente por gostar da pessoa, pelo fato da companhia ser agradável... Não devíamos cobrar que as pessoas sintam o mesmo por nós...Devíamos ter em mente que ninguém é obrigado a suprir nossas carências ou nossas expectativas... É uma pena que isso seja tão difícil de ser feito... Mas não é impossível...E se não conseguirmos, podemos pelo menos tentar perdoar a essas pessoas que nos decepcionam por não saberem o que queremos e terem a obrigação de realizar mesmo assim...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Analogias: Caminhar e seguir em frente.


       Eu ia colocar o título " Caminhar e esquecer", mas não seria muito fiel a verdade. Para esquecermos algo completamente só com uma amnésia. Até porque somos resultado de tudo que vivemos, e independente de boas ou más, são nossas escolhas e experiências que nos trouxeram onde estamos hoje. E como involução é antinatural, com certeza estamos melhores do que o que já fomos.

       Na verdade, eu quero falar sobre seguir em frente, sobre continuar a vida e tentar ficar bem quando se imagina ser meio impossível, quando se acredita que nunca vai esquecer algo ou alguém. É uma questão muito pessoal, e cada um supera do jeito que consegue, alguns nem superam e passam a vida sem conseguirem (ou tentarem) se imaginar felizes de novo...Aff, muito dramático esse negócio...Vamos a parte prática...rsrsrs
       Minha experiencia tem mostrado o seguinte: Para uma pessoa preguiçosa, sedentária, sem condicionamento físico começar a mudar os hábitos de vida, iniciando atividades físicas é um pouco difícil. Ela vai precisar de força de vontade, orientações, incentivos, e blá blá blá. E mesmo tendo tudo isso, ainda vai depender exclusivamente dela. No primeiro dia ela talvez não aguente muito, pela falta de costume, e precisa começar aos poucos mesmo, definir uma meta, algo que não exija muito, ir voltar, não inventar de correr no primeiro dia, ter se alongado antes e se alongar depois. Chegar em casa e tomar um bom banho.
      No dia seguinte, se ela vai de novo, e assim sucessivamente, até se acostumar, e poder ir aumentando a distância, depois a velocidades, com um bom tempo já pode até estar em condições de correr, quem sabe. Mas, se nos primeiros dias, a criatura achou que podia começar logo correndo, andando muito, ou muito rápido, provavelmente o dia seguinte já será cancelado. Os músculos não estavam preparado pra um esforço exagerado, vão estar doloridos, talvez pela semana quase toda. 
     Também haverão dias em que a preguiça vai bater forte, aquele sofá vai estar tão gostoso que levantar, trocar de roupa e calçar um tênis já será um esforço extremo. Se o céu tá um pouquinho diferente já serve como desculpa, e assim vai. Mas se a pessoa vence tudo isso e sai de casa, já é um passo gingante, e mesmo q o começo da caminhada seja terrível, na volta a gente percebe que o corpo só precisava esquentar um pouco...
      E o que isso tem a ver com seguir em frente? Bom, pegando como exemplo,  tentar esquecer algum relacionamento e tocar a vida em frente. É o seguinte. Dia após dia, a gente trava uma luta interna, pra não ligar, pra não mandar sms ou email, pra não discutir relacionamentos falidos. E é uma luta que precisamos vencer todo dia. Também é preciso, ter coragem pra sair de casa e conhecer pessoas e situações novas. E se fizermos isso em exagero? Se naquela fase "porra louca" pós fim de namoro saírmos apressados tentando esquecer alguém a força, ficar com outras pessoas só pro ficar, beber, exagerar em tudo, é bem simples, voltaremos pra casa e sentiremos algo como câimbras emocionais, vazio, solidão, arrependimento, e mais saudade do que tínhamos.
     E é mais ou menos isso...deu preguiça de tentar explicar melhor meu raciocínio...Talvez tudo se resuma a criara forças todos os dias e ir aos poucos aumentando a distância e a velocidade com que se segue em frente.. =)


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A barata e o surto

Uma barata teimosa, você já detesta barata e ela ainda teima em te perseguir, você usa o que tem na mão para expulsá-la, e ela não sai...Então...Tã-ram...Um surto psicótico... Gritos, e o tão aliviador Choro angustiado, descompensado (aliviador só na hora, pq depois vem uma dor de cabeça desgraçada). E sua irmã pergunta: "Tá louca?"  E você só consegue apontar pra barata e gritar e chorar mais e mais...Até soluçar... 
   Realmente, parece loucura. Por que todo esse escândalo?...É simples, a barata fez a bomba explodir. Acendeu o pavio que já estava curto. E Cabummm... Não é loucura, nem drama, nem exagero. É só alguem com muita coisa guardada, muita coisa sufocante, muita coisa que precisa sair pelo menos em lágrimas, já que em palavras talvez ninguém entenda. 
 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Analogias #1 Machucados e lembranças

           Camões disse que o amor é uma ferida que dói e não se sente. Isso é verdade, mas só até que ele precise acabar.    
           Esses dias cortei o dedo tentando fazer algo de útil na cozinha, aqueles cortezinhos pequenos que nem merecem muita atenção, mas que doem pra caramba. Lavei e apertei um pouco até parar de sangrar e de doer, mas continuava doendo, ardendo, incomodando. Pensei que deveria esquecer o pequeno corte, que ignorar era a melhor atitude, porque ele iria sarar logo. Algum tempo depois a dor passou, nem lembrava mais do corte, mas logo percebi que não é tão simples assim.  Ao lavar as mãos, ao dirigir, aos escrever, e entre outras coisas que fazem parte do meu cotidiano me fizeram sentir que não tava curado, que ainda doia, e principalmente que eu deveria ter uma cuidado maior...
          E com tudo isso comecei a pensar, nossos corações partidos, nossos amores acabados, enfim, nossas dores emocionais, são bem parecidas com um machucado físico, ou pelo menos se comporta de um jeito bem similar. Assim que acontece sentimos a dor intensamente, tentamos fazer parar de sangrar e doer de imediato, mas percebemos que vai precisar de um tempinho para curar, então decidimos sentir a dor, reclamar, mostrar pra quem aparece o quanto estamos machucados (e para os outros muitas vezes parece besteira, "É só um cortezinho, não dê tanta importância, vai passar logo". E realmente, considerando a vida, o mundo, o universo, é algo minúsculo, sem importância, mas apenas quem está sentindo sabe o quanto dói.    
        Algum tempo depois quando passa a fase aguda de pior dor, comecemos a pensar que o melhor é ignorar e continuar nossas atividades normais, seguir em frente,  vai cicatrizar com certeza. E aí vamos nós tentando voltar ao normal, seguir a vida, criar novos objetivos, metas, ir em frente. Mas, infelizmente, muitas coisas vão encostar naquele machucadinho e te lembrar que ele ainda existe. Coisas simples, do nosso dia-a-dia, como estar dirigindo e passar aquela música no rádio que era a trilha sonora dos dois. Ou menos que seja uma música nova, mas com a letra que conta a história de vocês. Aquele lugar onde vocês sempre iam comer juntos e adoravam. O filme preferido dele. Aquele horário do dia que era destinado à longa conversa por celular. Até mesmo quando alguém faz uma reclamação que ele sempre fazia. E ainda tem as piores coisas. As datas comemorativas, o aniversário, em que você sempre queria ser a 1ª a ligar. Os natais e Reveillons, que vocês faziam o possível pra passarem juntos, nem que fosse por telefone ou MSN, mesmo que precisasse sair à meia noite no meio do mato procurando sinal no celular para poder ligar à meia noite em ponto. 
         E existem muito mais coisas que nos fazem sentir aquela dorzinha novamente. Mas, semelhante ao machucado físico também precisamos ter um cuidado maior. Em questões emocionais, sabe-se que tentar esquecer é lembrar ainda mais, porém, o tempo faz as feridas cicatrizarem se não mexermos nelas com muita frequencia. E podemos nos perguntar " A cicatriz vai ficar para sempre não é?". A resposta é sim, a cicatriz vai ficar para sempre, mas ela não vai mais doer. E principalmente, faz parte da sua história, e mostra que você aprendeu e superou muita coisa.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Porque viver aos pares??

"Não é fácil encontrar a felicidade em nós mesmos e é impossível encontrá-la em outro lugar..."Adicionar legenda

Essa escultura me trouxe sensações diferentes em um  mesmo momento. Me fez ficar triste por estar sozinha, e por achar relacionamentos amorosos algo muito complicado (meu rosto refletido mostra isso do lado esquerdo da imagem), mas também me lembrou como é bom ter alguém que amamos por perto, e o quanto um abraço é incrível (O rosto do lado direito mostra um breve sorriso meu). Mas enfim, acho que o que tirei da bagunça mental que a imagem me provocou foi a dúvida "Por que precisamos, queremos e buscamos viver em pares?" (alguns até em trios, ou mais, rsrsrsr).

Será que realmente precisamos de outra metade? Será que somos incompletos? Não nos bastamos? Por que? Não dizem que antes de amarmos alguém precisamos nos amar acima de tudo, e que cada um precisa estar inteiro para poder se entregar ao outro?  Então, por que somos tão carentes, e nos sentimos solitários, estranhos ou mesmo deslocados quando vemos casais "felizes" e  percebemos que não temos um par?  Seria apenas uma questão de adequação social ou realmente existe esse negócio de alma gêmea e cada um precisa da sua?
Se dizem que devemos casar com alguém com quem gostemos muito de conversar, pois na velhice só teremos isso, então por que não nos sentimos totalmente satisfeitos em ter apenas ótimos amigos, com quem se pode conversar e se divertir sempre?  
Talvez as explicações fisiológicas e psicanalíticas não me atraiam muito agora. Talvez não exista uma resposta que vá me satisfazer. Mas escrever é bom, alivia um pouco a mente, e tranquiliza a alma...

domingo, 4 de setembro de 2011

Outono

Tava vendo uma cena de filme, com um vento forte, e muitas folhas secas sendo levadas, e lembrei que minha estação favorita é o outono, mesmo que onde moro não tenha estações definidas. E a imagem me fez pensar que o as folhas secas caindo lembram coisas tristes, finais, despedidas, solidão. Também comecei a pensar em como valorizamos muito mais as coisas boas quando não as temos mais. Mas deve ser uma coisa normal dos seres humanos. Quando temos algo, vemos os defeitos, as desvantagens, e quando não temos mais, mesmo sabendo que talvez seja o melhor, sentimos aquela nostalgia, do que tínhamos e ainda poderíamos ter, e de como tudo seria no futuro se ainda tivéssemos...Enfim, o outoo certamente me faz ficar bem nostálgica, mas é uma sensação tranquila, apesar de triste.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

...

Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo [...]

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um falsa morte...As vezes pior

Lendo textos de Martha Medeiros e Rubem alves tinha achado bem interessante o fato deles associarem o fim de um relacionamento com uma morte. Na verdade comparavam e falavam que o fim de um relacionamento é pior, pois quando alguém morre, vc fica com com as lembranças boas, nas datas comemorativas fica-se triste, mas por saudade, uma saudade terna, sem mágoas, sem falar que a pessoa não vai amar mais ninguem depois que morreu, Você era o dono do coração e será eternamente assim..
 Ao fim de um relacionamento não, é bem diferente.. A pessoa tá vivinha, e seguindo a vida dela, geralmente com outra pessoa, e feliz, e talvez nem lembre de você nas datas que eram importantes para vocês. A criatura tá viva, feliz, e vc ainda lembra dela, ainda pensa, ainda imagina como seria se estivessem juntos e não tem a mínima idéia se ela pelo menos percebeu que dia era aquele, e que aquele dia já foi algo mto importante pra ele, ou aquela música que era a trilha sonora dos dois, será que todas as fotos foram apagadas? .. Parece egoísmo, e é...ahahahah, mas acho que todo mundo sente isso em algum momento da vida...